6 Razões para implementar OKRs em sua empresa

Felipe Batalha • 6 de outubro de 2021

Se você busca o crescimento do negócio em que atua, deve possuir metas e objetivos para alcançá-lo. E a Metodologia OKR , ou simplesmente OKRs, pode te ajudar.

Esse método já é adotado por empresas bem-sucedidas há muitas décadas e ajudou a alavancar diversas organizações do Vale do Silício.

Acompanhe a leitura e entenda o porquê. 

O que são os OKRs?

OKR (Objetivos e resultados-chave) é uma técnica de definição e gestão de objetivos, normalmente trimestral, que consiste em duas partes básicas:

  • O Objetivo é uma referência qualitativa, ampla e abrangente. O objetivo precisa ser inspirador e de alto nível.  Ele diz o que você deseja melhorar. Por exemplo, “o objetivo é ser uma empresa referência no mercado de atuação”. 
  • Os Resultados-Chave são quantitativos, ou seja, podem ser medidos e definem como você saberá se atingiu o objetivo. Cada objetivo deve ter entre 3 (três) e 5 (cinco) resultados-chave no máximo. Seguindo o exemplo do objetivo, os resultados podem ser: 1) aumentar o número de clientes em 50%; 2) ofertar mais de 100 produtos diferentes; 3) reduzir em 30% o número de chamados no suporte. 

Por isso, sabendo aonde e como deseja chegar a um resultado, fica mais fácil obter sucesso. E esse é o principal propósito dos OKRs. 

 

Porque você deve adotar o Método OKR em sua empresa

Agora que já entendeu do que se trata a metodologia, vamos apresentar algumas razões para que você implemente essa metodologia de objetivos e metas em sua empresa. 

Ah! Aproveite para tomar nota, os argumentos a seguir podem te ajudar a convencer o tomador de decisão. 

Aumento do Foco

Entre os inúmeros benefícios dos OKRs, o foco é um dos primeiros e mais importantes. Isso porque o ideal é que sejam definidos entre 3 e 5 objetivos e seus resultados-chave. Dessa forma, é muito mais simples manter o foco dos times e colaboradores: todos sabem aonde devem chegar e devem concentrar os esforços nisso.

Devido a essa necessidade inerente de limitar o número de pontos nos quais se concentrar, os OKRs realmente forçam uma tomada de decisão antecipada. 

Assim, um novo ciclo de OKR sempre deve se iniciar com a seguinte pergunta: O que é mais importante para os próximos três (ou seis ou doze) meses? A resposta determinará todos os próximos passos.

Isso significa que, desde o seu planejamento, os OKRs estimulam o foco. 

Alinhamento: empresa e colaboradores andam no mesmo sentido

Outro benefício da implementação de OKRs é o alinhamento entre os objetivos da empresa e o dos colaboradores. Isso porque não existe opção: para que os objetivos sejam atingidos, todos precisam seguir a mesma direção. 

Nesse sentido, os OKRs promovem um movimento de colaboração em toda a empresa, não somente entre gerentes e executivos. Todos precisam estar envolvidos de cima a baixo. Há, portanto, o alinhamento entre os OKRs organizacionais e os dos times. 

E esse alinhamento tem um poder incrível: De acordo com uma pesquisa realizada pela Harvard Business Review , empresas cujos colaboradores estão fortemente alinhados possuem 2 (duas) vezes mais chances de desempenhar melhor.

É ou não é um excelente motivo para implementar o método? 

Atingimento das Metas

Ao dividir os objetivos (O) em etapas menores (KRs) e que devem ser claramente definidas, específicas e mensuráveis, esse método possibilita que todos na empresa possam monitorar os progressos com frequência, alterando a rota sempre que necessário. 

Essa forma de gestão pode facilitar o atingimento das metas. 

Comprometimento

Como dito anteriormente, os OKRs são estipulados, cumpridos e acompanhados por todos na empresa. Ou seja, os envolvidos concordaram com o que devem alcançar, incluindo cronogramas e recursos.

Dessa forma, ao participar de todo o processo, há um sentimento de comprometimento muito maior por parte dos colaboradores em relação aos objetivos da empresa. 

Além disso, o acompanhamento do processo deve ser, necessariamente, transparente, possibilitando que os progressos sejam vistos e compreendidos de forma clara por qualquer pessoa da organização. Essa transparência também se relaciona com o alinhamento, item já mencionado neste artigo. 

OKRs funcionam em ciclos curtos com resultados rápidos

O método OKR funciona, no geral, com ciclos de planejamento de três meses. Os objetivos e seus resultados-chave estão ancorados nesses curtos períodos cíclicos.

Dessa forma, a aderência ao processo, o início dos trabalhos e os resultados são rápidos. Não há tempo a perder! 

Os OKRs incluídos em cada ciclo são determinados, entre outras razões, pela estratégia da empresa e ela é quem funciona como guia durante todo o trajeto. 

Por isso, empresas acostumadas a atuar com OKRs tendem a reagir mais rapidamente e de forma controlada em situações emergenciais ou de crise que organizações tradicionais que utilizam planejamentos anuais. 

Tal situação foi vista quando houve a declaração de pandemia do Coronavírus. Companhias acostumadas a métodos ágeis de trabalho conseguiram se sair muito melhor. 

Já é uma metodologia utilizada e aprovada há muitos anos

O sistema de gestão baseado em OKRs, apesar de estar bastante em voga nos dias atuais, não se trata de uma novidade. Ele possui uma longa história com raízes que podem ser rastreadas até 1954! Naquele ano, Peter Drucker inventou o MBO ou Gerenciamento por Objetivos. 

Quatorze anos depois, em 1968, Andrew Grove cofundou a Intel e, na função de CEO, desenvolveu ainda mais o MBO com a estrutura que conhecemos hoje. 

Em 1974, John Doerr, que é conhecido como o grande entusiasta dos OKRs, ingressou na Intel e aprendeu o método durante seu tempo lá. Posteriormente, ao se mudar para o Google, Doerr ajudou a implementar os OKRs por lá, metodologia que até hoje é utilizada pela empresa. 

Somente em poucas linhas, foram mencionadas duas das maiores empresas de seus segmentos. Mas o método é utilizado por muitas outras organizações como Amazon, Spotify, Twitter e Siemens. Confira aqui uma lista com mais empresas. 

Para saber mais sobre OKRs, não deixe de baixar o seu exemplar do Manual de OKR produzido pelos especialistas da impulseup. É gratuito!

OKRs: A hora é agora!

Bom, depois de tantos motivos, temos certeza que você já se convenceu que o Método OKR é uma excelente ferramenta de gestão para a sua empresa. 

Então, a hora é agora! Não perca mais tempo e inicie a implementação. Aliás, como disse John Doerr no livro “ Avalie o que Importa ”: “As ideias são fáceis. A execução é tudo.”

Para te ajudar a começar, a impulseup possibilita que você teste a plataforma por 14 dias TOTALMENTE DE GRAÇA . 

Isso mesmo! Aproveite todos os benefícios de uma plataforma completa de Gestão de Pessoas sem pagar nada por isso e comece a impulsionar a sua empresa hoje mesmo . Basta clicar aqui!

 


Teste Grátis: comece uma Avaliação de Desempenho agora mesmo!

Tenha toda a flexibilidade para realizar a avaliação da forma como preferir. Livre-se de planilhas, torne o seu RH mais estratégico e ágil. Traga resultados para a sua empresa e tenha tempo para o mais importante: cuidar dos colaboradores.


 

Posts recentes

Por Larissa Alves • 1 de outubro de 2026
Sua empresa lançou um processo de avaliação de desempenho. Os ciclos estão no calendário, os formulários existem, talvez até haja uma ferramenta dedicada para isso. Ainda assim, gestores preenchem por obrigação, colaboradores respondem em três linhas genéricas e, poucos meses depois do lançamento, o processo perde força. Se esse cenário parece familiar, você não está sozinho. A maioria das organizações que implementa avaliação de desempenho enfrenta dificuldade para manter revisões regulares depois do lançamento inicial. Essa dificuldade quase sempre tem uma causa raiz específica: falta de clareza sobre os critérios, comunicação que soa como punição, falta de transparência sobre o uso do resultado ou ausência de continuidade entre ciclos. Diagnosticar qual delas afeta sua empresa é o primeiro passo real, antes de qualquer ajuste de processo. Este artigo apresenta quatro cenários reais de adesão, o diagnóstico das barreiras mais prováveis para cada um, perguntas que você pode responder agora sobre sua própria empresa e o primeiro passo específico para sua situação. O custo de não diagnosticar corretamente vai além do relatório de participação. Aparece em decisões de desenvolvimento, sucessão e remuneração tomadas com dados incompletos, e no desgaste de relançar uma mudança que já perdeu a confiança do time. Quanto mais vezes o programa é relançado sem resolver a causa raiz, mais difícil fica convencer o próximo grupo de que desta vez será diferente. Antes de continuar, uma pergunta direta: qual das situações abaixo descreve melhor o momento da sua empresa?
Por Larissa Alves • 1 de outubro de 2026
Para engajar gestores na avaliação de desempenho (AD), o RH reduz o esforço que o ciclo exige deles e a liderança executiva garante patrocínio e consequência. O RH controla prazos, critérios, pré-preenchimento, calibração, retorno ao gestor e capacitação. A diretoria controla patrocínio, meta do gestor, exemplo e consequência. Separar as duas frentes evita cobrar do gestor o que só a liderança resolve. Muitos RHs que rodam AD reconhecem a cena: o prazo vence, metade dos gestores ainda não entregou, parte do que chegou foi preenchido em cinco minutos e a devolutiva para o colaborador acontece de forma irregular. Se você precisa diagnosticar por que a adesão ao programa de avaliação está baixa, com todos os cenários possíveis, comece por esse conteúdo. Aqui o recorte é outro: o gestor como usuário do processo, com o que o RH pode mudar no desenho do ciclo de um lado e o que depende de decisão da liderança do outro. Gestor engajado na AD: o que isso quer dizer na prática Gestor engajado na AD é aquele que cumpre o ciclo de ponta a ponta, do formulário à conversa com o colaborador. Essa é uma definição operacional proposta pela impulseup, útil para o RH ter algo observável para acompanhar. Ela não vem de uma pesquisa.
Por Larissa Alves • 1 de outubro de 2026
O PDI costuma não sair do papel por seis causas de execução: acompanhamento do gestor, falta de orçamento, desconexão com o negócio, cultura de desenvolvimento frágil, processo tratado como formulário anual e ausência de medição. Cada causa deixa um sinal observável. Identifique o seu com dados que o RH já tem. Você fez o ciclo, os planos foram preenchidos, os formulários estão no sistema. Três meses depois, ninguém abre o documento. Esse cenário é familiar para quem coordena desenvolvimento em empresas médias e grandes, e é o ponto de partida deste artigo: o PDI já existe e a execução esfriou.
Banner roxo e preto sobre IA na gestão de desempenho, com botão rosa “Inscreva-se gratuitamente”

Plataforma completa de Gestão de Desempenho

Recomendações para você

Por Larissa Alves • 1 de outubro de 2026
Sua empresa lançou um processo de avaliação de desempenho. Os ciclos estão no calendário, os formulários existem, talvez até haja uma ferramenta dedicada para isso. Ainda assim, gestores preenchem por obrigação, colaboradores respondem em três linhas genéricas e, poucos meses depois do lançamento, o processo perde força. Se esse cenário parece familiar, você não está sozinho. A maioria das organizações que implementa avaliação de desempenho enfrenta dificuldade para manter revisões regulares depois do lançamento inicial. Essa dificuldade quase sempre tem uma causa raiz específica: falta de clareza sobre os critérios, comunicação que soa como punição, falta de transparência sobre o uso do resultado ou ausência de continuidade entre ciclos. Diagnosticar qual delas afeta sua empresa é o primeiro passo real, antes de qualquer ajuste de processo. Este artigo apresenta quatro cenários reais de adesão, o diagnóstico das barreiras mais prováveis para cada um, perguntas que você pode responder agora sobre sua própria empresa e o primeiro passo específico para sua situação. O custo de não diagnosticar corretamente vai além do relatório de participação. Aparece em decisões de desenvolvimento, sucessão e remuneração tomadas com dados incompletos, e no desgaste de relançar uma mudança que já perdeu a confiança do time. Quanto mais vezes o programa é relançado sem resolver a causa raiz, mais difícil fica convencer o próximo grupo de que desta vez será diferente. Antes de continuar, uma pergunta direta: qual das situações abaixo descreve melhor o momento da sua empresa?
Por Larissa Alves • 1 de outubro de 2026
Para engajar gestores na avaliação de desempenho (AD), o RH reduz o esforço que o ciclo exige deles e a liderança executiva garante patrocínio e consequência. O RH controla prazos, critérios, pré-preenchimento, calibração, retorno ao gestor e capacitação. A diretoria controla patrocínio, meta do gestor, exemplo e consequência. Separar as duas frentes evita cobrar do gestor o que só a liderança resolve. Muitos RHs que rodam AD reconhecem a cena: o prazo vence, metade dos gestores ainda não entregou, parte do que chegou foi preenchido em cinco minutos e a devolutiva para o colaborador acontece de forma irregular. Se você precisa diagnosticar por que a adesão ao programa de avaliação está baixa, com todos os cenários possíveis, comece por esse conteúdo. Aqui o recorte é outro: o gestor como usuário do processo, com o que o RH pode mudar no desenho do ciclo de um lado e o que depende de decisão da liderança do outro. Gestor engajado na AD: o que isso quer dizer na prática Gestor engajado na AD é aquele que cumpre o ciclo de ponta a ponta, do formulário à conversa com o colaborador. Essa é uma definição operacional proposta pela impulseup, útil para o RH ter algo observável para acompanhar. Ela não vem de uma pesquisa.
Por Larissa Alves • 1 de outubro de 2026
O PDI costuma não sair do papel por seis causas de execução: acompanhamento do gestor, falta de orçamento, desconexão com o negócio, cultura de desenvolvimento frágil, processo tratado como formulário anual e ausência de medição. Cada causa deixa um sinal observável. Identifique o seu com dados que o RH já tem. Você fez o ciclo, os planos foram preenchidos, os formulários estão no sistema. Três meses depois, ninguém abre o documento. Esse cenário é familiar para quem coordena desenvolvimento em empresas médias e grandes, e é o ponto de partida deste artigo: o PDI já existe e a execução esfriou.