Case Fini: como a gestão de desempenho saiu do Excel e virou parte da estratégia da marca
"A gente falou: não dá para fazer um programa como esse com Excel."
— Letícia, Fini, na companhia desde 2019
Até um certo tamanho, uma planilha resolve. Depois, ela vira o gargalo. Foi o que aconteceu com a Fini quando o programa de gestão de desempenho da empresa passou de 20 para 100 e, na sequência, para 2 mil pessoas. Letícia, que está na companhia desde 2019, resume o momento sem rodeios: "a gente falou: não dá para fazer um programa como esse com Excel."
Este case mostra como a Fini resolveu esse gargalo na prática, com a implementação do programa Gestão 365, feito em parceria com a impulseup. Se você já entende o framework teórico de gestão de desempenho e quer ver como uma empresa real aplicou isso em escala, o relato de Letícia é o material certo. Para aprofundar o conceito antes ou depois de ler o case, o guia completo de gestão de desempenho estratégica cobre o framework do zero.
Quem é a Fini
Quem é a Fini
Marca espanhola de balas de gelatina, líder da categoria no Brasil, onde opera há 23 anos.
A Fini é a marca espanhola que trouxe as balas de gelatina para o Brasil e hoje lidera a categoria no país, onde opera há 23 anos.
Segundo a história institucional da marca, a empresa foi fundada em 1971, na província de Múrcia, na Espanha. No Brasil, dados de mercado divulgados pelo Assaí Atacadista apontam que, em 2023, 95,1% da população brasileira já conhecia a Fini, com 76,5% de participação no segmento de balas de gelatina.
O relato de Letícia sobre a implementação do programa Gestão 365 mostra um caminho que boa parte das áreas de RH em crescimento vai reconhecer: a ferramenta que funcionava numa escala pequena simplesmente não acompanha a complexidade que vem depois.
O limite do Excel em programas de gestão de desempenho
O problema não era o conteúdo do programa. Era a estrutura por trás dele. Rodar avaliações, cruzar dados de metas e competências e manter histórico de cada colaborador em planilhas funciona enquanto o time é pequeno o suficiente para caber na cabeça de quem administra o processo.
Quando esse número cresce dez ou cem vezes, a planilha para de ser uma ferramenta de gestão e passa a ser um risco: erros de fórmula, versões desatualizadas circulando por e-mail, histórico perdido a cada novo ciclo.
Esse ponto de virada não é exclusivo da Fini. Segundo a Spider Strategies, empresa especializada em gestão de negócios, o momento em que a equipe passa mais tempo administrando planilha do que analisando dados costuma ser o sinal de que é hora de migrar para uma plataforma dedicada.
Foi nesse ponto que a Fini decidiu buscar uma plataforma dedicada e chegou à impulseup.
Por que a Fini escolheu a impulseup
"Eu levava toda a minha necessidade, que era muito particular do programa, e a minha consultora realmente me ouvia."
— Letícia, Fini
Letícia aponta dois fatores que pesaram na decisão: a interface é amigável e o acesso é simples o suficiente para que qualquer colaborador, não só a área de RH, consiga usar sem treinamento extenso.
Isso importa mais do que parece: um programa que exige suporte constante para ser operado tende a perder adesão com o tempo, mesmo quando o conteúdo é bom.
Mas o diferencial mais forte, segundo ela, apareceu durante a implementação.
A necessidade da Fini era específica, e a consultora de conta acompanhou de perto: "eu levava toda a minha necessidade, que era muito particular do programa, e a minha consultora realmente me ouvia."
Ajustes de nomenclatura, mudanças na configuração de permissões:o tipo de detalhe que decide se uma ferramenta se adapta à empresa ou se a empresa precisa se adaptar à ferramenta.
Como funciona o Gestão 365
Participa quem quer ser protagonista do próprio desenvolvimento — não quem foi convocado.
O Gestão 365 não segue o modelo tradicional de avaliação de desempenho baseado só em metas.
A Fini optou por cruzar dois eixos: a entrega de metas e a análise de competências. Esse cruzamento é o que a empresa chama internamente de "empenho": uma medida que considera tanto o resultado entregue quanto o comportamento que levou até ele.
Há também uma escolha deliberada de formato: o programa é voluntário. Participa quem quer ser protagonista do próprio desenvolvimento, não quem foi convocado. Essa diferença muda o tipo de engajamento que o RH recebe. Em vez de preenchimento obrigatório de formulário, há adesão de quem já está disposto a se expor à avaliação.
Os resultados: da meritocracia à sucessão
Critério objetivo para decisões de meritocracia e promoção
Processos seletivos internos — histórico acumulado desempata candidatos igualmente bons, tirando a decisão do campo da percepção
Sucessão — decisão de liderança apoiada em histórico estruturado, não só em impressão recente
O ganho mais direto foi trazer critério objetivo para decisões de meritocracia e promoção. Mas o impacto que Letícia destaca com mais ênfase aparece em outro momento: os processos seletivos internos.
Quando duas pessoas concorrem à mesma vaga e ambas performam bem no processo seletivo, o histórico de gestão de desempenho de ciclos anteriores vira critério de decisão. Como cada uma entregou em metas, como cada uma foi avaliada em competências e esses dados, acumulados ao longo do tempo, tiram a escolha do campo da percepção e colocam no campo do registro.
Isso é particularmente relevante em sucessão. Decidir quem assume uma posição de liderança com base só em impressão recente é um risco conhecido de qualquer processo de RH. Ter histórico estruturado reduz esse risco sem eliminar o julgamento humano da decisão, só dá a ele mais base. Esse mesmo histórico, aliás, é o tipo de insumo que também sustenta a avaliação de líderes intermediários, que costumam concentrar boa parte das decisões de promoção do dia a dia.
A funcionalidade que virou rotina: feedback com inteligência artificial
| 1
Líder digita palavras-chave sobre o que precisa comunicar |
2
IA gera um texto estruturado de feedback |
3
Líder ajusta com o próprio vocabulário e personalidade |
Perguntada sobre a funcionalidade preferida, Letícia não hesita: o uso da IA para gerar feedback.
O processo, na prática dela como líder: digitar palavras-chave sobre o que precisa comunicar a alguém do time, e a ferramenta gera um texto estruturado, que ela depois ajusta com o próprio vocabulário e a própria personalidade.
O ganho que ela nomeia é tempo. Escrever um feedback bem construído do zero, para cada pessoa do time, em cada ciclo, consome um esforço que boa parte das lideranças simplesmente não tem disponível.
É justamente esse gargalo, mais do que falta de vontade, que costuma reduzir a qualidade dos feedbacks dados no dia a dia.
Por que isso importa estrategicamente
Com histórico de metas e competências acumulado ciclo a ciclo, esse mesmo dado alimenta exercícios de talent review. Veja como em Matriz nine box: guia completo.
Letícia coloca o argumento em termos de competitividade, não só de operação de RH. Para uma empresa do porte da Fini, não ter uma plataforma dedicada de gestão de empenho (e tentar sustentar o programa com ferramentas adaptadas) não corresponde ao que o time espera de uma companhia com aquela estrutura e aquela perspectiva de crescimento.
É por isso que ela recomenda a impulseup a outras empresas. Na visão dela, funciona como um programa robusto o suficiente para conquistar adesão real das pessoas, sustentado por praticidade e acessibilidade. A adesão nasce da própria equipe, sem depender de imposição de uma área específica.
Assista o vídeocase completo:
O que fica desse case
A trajetória da Fini com o Gestão 365 mostra um padrão que se repete em empresas que crescem rápido. A planilha que funcionava para de funcionar, e o RH precisa decidir entre remendar a solução atual ou migrar para uma estrutura que aguente o próximo estágio. A diferença, no relato de Letícia, não estava só na tecnologia. Estava em ter um parceiro disposto a ajustar a ferramenta à necessidade específica da empresa, e não o contrário.
Com histórico estruturado de metas e competências acumulado ciclo a ciclo, empresas no estágio da Fini também têm um insumo a mais para exercícios de talent review, como cruzar esses dados numa matriz nine box para mapear potencial e desempenho lado a lado.
Se a sua empresa está no ponto em que o Excel deixou de dar conta do programa de gestão de desempenho, vale entender como um modelo como o Gestão 365 se aplicaria à sua realidade.
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Falar com um especialistaPerguntas frequentes
O que é a impulseup? +
É a plataforma de gestão de desempenho que a Fini usou para sair do Excel e estruturar o programa Gestão 365. No case, ela aparece cobrindo avaliação por metas e competências, histórico de ciclos anteriores, geração de feedback com IA e suporte de uma consultora de conta durante a implementação.
A impulseup se adapta a um modelo de avaliação específico, ou impõe um formato fixo? +
Segundo Letícia, esse foi o diferencial mais forte da implementação na Fini: a consultora de conta ouviu a necessidade particular do programa e ajustou nomenclatura e configuração de permissões conforme o que a empresa já usava internamente — inclusive o conceito de "empenho", criado pela própria Fini. A plataforma se adaptou ao processo da empresa, não o contrário.
Como funciona o suporte da impulseup durante a implementação? +
No case, o suporte aparece na forma de uma consultora de conta dedicada, que acompanhou de perto as necessidades específicas da Fini durante a configuração do programa — não como um manual genérico de uso, mas como um acompanhamento próximo dos ajustes que a empresa precisava.
A impulseup exige treinamento extenso para os colaboradores usarem? +
De acordo com Letícia, não. Um dos dois fatores que pesaram na escolha da impulseup foi justamente a interface ser amigável e o acesso simples o suficiente para qualquer colaborador usar, não só a área de RH, sem precisar de treinamento extenso.
O que a funcionalidade de feedback com IA da impulseup faz? +
Ela ajuda o gestor a estruturar um feedback: o gestor digita palavras-chave sobre o que precisa comunicar a alguém do time, e a ferramenta gera um texto estruturado, que depois é ajustado com o vocabulário e a personalidade de quem está dando o feedback. Na Fini, essa foi a funcionalidade que Letícia destacou como preferida, pelo tempo que economiza frente a escrever cada feedback do zero.
A plataforma ajuda em decisões de sucessão e promoção, além da avaliação em si? +
Sim — no relato da Fini, o histórico de avaliações acumulado na plataforma (entrega de metas e competências, ciclo a ciclo) virou critério de decisão em processos seletivos internos e em sucessão, tirando parte da escolha do campo da percepção recente e colocando no campo do registro.
Para que tipo de empresa a impulseup se aplica? +
O case da Fini mostra a plataforma sustentando um programa que cresceu de 20 para 2 mil pessoas avaliadas — mas o ponto levantado por Letícia é sobre estágio, não porte fixo: quando a planilha deixa de dar conta da complexidade do processo, é o momento de avaliar uma plataforma dedicada, independentemente do tamanho exato da equipe.
Como saber se a impulseup se aplicaria à minha empresa? +
A recomendação do próprio case é conversar com um especialista impulseup a partir do estágio real da sua operação — quantas pessoas estão no programa, que problemas o Excel já está causando — em vez de comparar diretamente com o número da Fini.
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