Elementos da cultura organizacional: conheça todos eles

Mariah Aquino • 14 de janeiro de 2020

Toda empresa tem suas particularidades. Hábitos dos colaboradores, comportamentos. Esse conjunto pode passar despercebido, toda instituição tem uma cultura organizacional, mesmo não mapeada. Para entender melhor, podemos explorar também o conceito de elementos da cultura organizacional.

Eles são como um quebra cabeça que, juntos, montam o conjunto de costumes e valores compartilhados pelos membros da empresa. Ter a consciência destes hábitos é, sem dúvidas, muito benéfico para o RH.

Continue lendo nosso artigo para entender melhor.

Benefícios de conhecer a cultura organizacional da sua empresa

Quando uma organização tem consciência dos elementos da própria cultura organizacional, aumenta o engajamento dos colaboradores a partir de ações de endomarketing, por exemplo. 

Sem dúvidas o clima organizacional também é beneficiado. Os funcionários se sentem mais à vontade, pertencentes de um todo. Consequentemente, reduz a rotatividade e o turnover .

Uma empresa com cultura organizacional forte costuma ter também uma boa retenção de talentos .

Saiba os principais elementos da cultura organizacional

Quando falamos dos fatores que compõem este conceito, falamos de diferentes características. Veja quais são elas:

Normas

Pode-se definir como “norma” os comportamentos que são esperados na empresa. As regras da instituição. O que é aceito e o que não é. Aquilo que não é bem aceito pode ser configurado como punição.

Algumas empresas mais tradicionais, por exemplo, seguem a risca a pontualidade e penalizam funcionários que se atrasam. Já algumas empresas mais modernas ou startups trabalham muito com home office ou trabalho remoto.

Pressupostos e crenças

As crenças e pressupostos de uma empresa configuram aquilo em que todos acreditam. São fatores tidos como verdades e que, normalmente, estão ligados ao propósito da instituição.

Muitas empresas deixam aberto ao público o culture code da instituição. Assim, possíveis clientes ou profissionais interessados em trabalhar lá podem se informar melhor e conhecer mais sobre como a empresa se orienta.

Veja algumas empresas de diferentes áreas que seguem essa linha:

Valores

Os valores determinam tudo que é muito importante para aquele grupo. Podem ser comportamentos, padrões, características e outros.

É papel dos fundadores e líderes da empresa determinar os valores da instituição. Isso se justifica uma vez que são esses princípios que vão definir como os colaboradores se comportam, o que valorizam, onde a empresa precisa chegar e de que forma.

Os valores de uma empresa devem estar, logicamente, ligados de forma direta com o propósito da empresa.

Alguns exemplos de valores são: Inovação, transparência, sustentabilidade, orientação para resultados, ética e muitos outros.

Herois

São as pessoas que definem bem a instituição. Elas são vistas como representantes da empresa por estarem de acordo com os valores e representarem, de forma fiel, a cultura organizacional.

Pode ser um líder, um membro mais antigo, o mais engajado. Às vezes, alguém dentro da empresa que tem uma trajetória inspiradora ou superou grandes desafios.

Comunicação

Neste item, podemos incluir toda forma como a empresa troca informações. Como funcionam os processos internos de comunicação, os canais usados, os costumes relacionados, a linguagem utilizada, a comunicação com os clientes e fornecedores.

Os membros se comunicam por e-mail ou WhatsApp? Usam outras plataformas, como Asana, Trello ou Runrun.it para gestão de projetos?

Histórias e mitos

O nome deixa bem claro sobre o que este tópico trata. São as histórias reais que fazem parte da construção da empresa e do cotidiano dos colaboradores.

Existem também os mitos, que neste caso nem sempre são reais, mas foram um pouco distorcidos pela passagem do tempo, por exemplo.

Algumas empresas têm histórias grandiosas sobre a trajetória do fundador, por exemplo. Nem sempre tudo é verdadeiro, mas alguns aspectos podem ser ressaltados para reforçarem valores da instituição ou o propósito.

Tabus

Aqui entram os assuntos tidos como polêmicos tanto dentro da instituição como na sociedade, fora dela. Discussão de temas que causam divisão, atenção com preconceitos e diversidade.

Este tópico também diz respeito aquilo que não é bem visto para ser discutido ou mencionado no ambiente de trabalho. Um exemplo são as restrições de vestimenta, de acordo com a área de atuação.

Ritos, rituais e cerimônias

São as atividades que a empresa realiza e já são tradição. Podem ser ações de endomarketing que ocorrem todo ano, comemorações, premiações.

Elas servem para melhorar o clima da instituição e descontrair os funcionários. Como exemplo, podemos citar confraternizações de fim de ano, reconhecimento dos colaboradores que bateram as metas, algum presente dado para quem começa a trabalhar na empresa e muitos outros.

 

 

Níveis dos elementos da cultura organizacional

Para te ajudar a identificar os elementos da cultura organizacional da sua empresa, podemos também dividir em níveis de percepção. Veja:

  • Artefatos: o nível mais externo e, consequentemente, o que pode ser observado de maneira mais fácil na organização. São itens palpáveis e vistos com facilidade pela equipe de RH. Nesse item, se enquadra a decoração do ambiente, os serviços oferecidos pela empresa, o organograma e o grau de formalidade da instituição;
  • Valores compartilhados: essa categoria inclui as normas e os valores definidos pelos criadores da empresa, por exemplo. São aspectos que são validados no discurso que permeia o ambiente de trabalho. 
  • Pressupostos: o nível mais subjetivo de elementos da cultura organizacional diz respeito ao que está mais intrínseco na organização. São crenças inconscientes e o próprio propósito da empresa. Alterar esses pressupostos é bem mais difícil, uma vez que eles estão fixados de forma bem mais profunda. 

 

cta-calculadora-de-turnover

 

Conclusão

Depois que você reúne todos esses elementos da cultura organizacional da sua empresa, fica muito mais fácil enxergá-la como algo mais consolidado. A partir daí, pode-se buscar diferentes formas para solidifica-la e mantê-la viva nos funcionários.

Para desenvolver os colaboradores de forma constante e alinhada com a cultura organizacional, é possível usar a gestão por competências, por exemplo. Conheça o ImpulseUP, um software completo de Gestão de Desempenho e Competências.

Se você quiser entender tudo sobre a gestão de competências e como desenvolvê-las na sua instituição, baixe nosso ebook gratuito:

 


Teste Grátis: comece uma Avaliação de Desempenho agora mesmo!

Tenha toda a flexibilidade para realizar a avaliação da forma como preferir. Livre-se de planilhas, torne o seu RH mais estratégico e ágil. Traga resultados para a sua empresa e tenha tempo para o mais importante: cuidar dos colaboradores.


Posts recentes

Por Larissa Alves 17 de setembro de 2026
O Desafio de Começar do Zero A maioria dos cases de implementação começa com o mesmo problema: "tínhamos um processo ruim e precisávamos otimizá-lo." Mas e se você não tem nenhum processo? Essa foi a realidade da GS Inima Brasil. Empresa consolidada, 28 anos de operação em saneamento e água, mas sem uma metodologia estruturada em gestão de desempenho. Não era um caso de "melhorar o que existe", era um caso de construir do zero. E foi justamente nesse ponto que a impulseup entrou. Não para implementar um processo pronto, mas para capacitar a GS Inima a construir seu próprio processo. Este case mostra como. Quem é a GS Inima Brasil?
Por Larissa Alves 17 de setembro de 2026
O Desafio de Escalar RH Quando uma empresa cresce para milhares de colaboradores, um problema silencioso emerge: como você continua tendo um RH estratégico quando a operação fica tão grande que parece impossível manter alinhamento? O GrupoSC enfrentou exatamente isso. Com mais de 11 mil colaboradores espalhados pela cadeia de saúde brasileira, a empresa de 70 anos precisava transformar seu RH de uma função operacional em uma função estratégica. E foi justamente isso que conseguiu fazer, com a ajuda da impulseup, em 5 anos de parceria ativa. Quem é o GrupoSC?
Por Larissa Alves 16 de setembro de 2026
Sua empresa provavelmente sabe quanto tempo a IA economizou no último ciclo de avaliação de desempenho. Sabe quantas horas de RH deixaram de ser gastas juntando planilhas, consolidando respostas ou preparando informações para os gestores. Sabe, talvez, quantos gestores já usam a ferramenta no dia a dia. Mas existe uma pergunta mais difícil: A gestão de desempenho ficou melhor depois que a IA entrou no processo? Essa resposta costuma ser muito menos clara. As avaliações ficaram mais baseadas em evidências? Os feedbacks ficaram mais específicos? Os critérios passaram a ser aplicados de forma mais consistente? As decisões de calibração ficaram mais justificáveis? Os PDIs passaram a atacar as lacunas identificadas? As indicações de potencial e sucessão estão sendo confirmadas pelos resultados posteriores? Essas perguntas são diferentes de perguntar se a IA está sendo usada. Uma ferramenta pode reduzir o tempo de execução de uma avaliação sem melhorar a qualidade da avaliação. Pode gerar recomendações em segundos sem tornar as decisões sobre pessoas mais consistentes. Pode até reproduzir, em escala, problemas que já existiam nos dados históricos da empresa. Por isso, medir o sucesso da IA na gestão de desempenho exige olhar além da adoção. Este artigo apresenta um modelo de acompanhamento em quatro dimensões: eficiência, qualidade, equidade e governança . A proposta é acompanhar a participação da IA ao longo de todo o ciclo, da definição de metas à sucessão, e olhar sempre para o mesmo ponto: o que aconteceu depois da recomendação .
Banner roxo e preto sobre IA na gestão de desempenho, com botão rosa “Inscreva-se gratuitamente”

Plataforma completa de Gestão de Desempenho

Recomendações para você

Por Larissa Alves 17 de setembro de 2026
O Desafio de Começar do Zero A maioria dos cases de implementação começa com o mesmo problema: "tínhamos um processo ruim e precisávamos otimizá-lo." Mas e se você não tem nenhum processo? Essa foi a realidade da GS Inima Brasil. Empresa consolidada, 28 anos de operação em saneamento e água, mas sem uma metodologia estruturada em gestão de desempenho. Não era um caso de "melhorar o que existe", era um caso de construir do zero. E foi justamente nesse ponto que a impulseup entrou. Não para implementar um processo pronto, mas para capacitar a GS Inima a construir seu próprio processo. Este case mostra como. Quem é a GS Inima Brasil?
Por Larissa Alves 17 de setembro de 2026
O Desafio de Escalar RH Quando uma empresa cresce para milhares de colaboradores, um problema silencioso emerge: como você continua tendo um RH estratégico quando a operação fica tão grande que parece impossível manter alinhamento? O GrupoSC enfrentou exatamente isso. Com mais de 11 mil colaboradores espalhados pela cadeia de saúde brasileira, a empresa de 70 anos precisava transformar seu RH de uma função operacional em uma função estratégica. E foi justamente isso que conseguiu fazer, com a ajuda da impulseup, em 5 anos de parceria ativa. Quem é o GrupoSC?
Por Larissa Alves 16 de setembro de 2026
Sua empresa provavelmente sabe quanto tempo a IA economizou no último ciclo de avaliação de desempenho. Sabe quantas horas de RH deixaram de ser gastas juntando planilhas, consolidando respostas ou preparando informações para os gestores. Sabe, talvez, quantos gestores já usam a ferramenta no dia a dia. Mas existe uma pergunta mais difícil: A gestão de desempenho ficou melhor depois que a IA entrou no processo? Essa resposta costuma ser muito menos clara. As avaliações ficaram mais baseadas em evidências? Os feedbacks ficaram mais específicos? Os critérios passaram a ser aplicados de forma mais consistente? As decisões de calibração ficaram mais justificáveis? Os PDIs passaram a atacar as lacunas identificadas? As indicações de potencial e sucessão estão sendo confirmadas pelos resultados posteriores? Essas perguntas são diferentes de perguntar se a IA está sendo usada. Uma ferramenta pode reduzir o tempo de execução de uma avaliação sem melhorar a qualidade da avaliação. Pode gerar recomendações em segundos sem tornar as decisões sobre pessoas mais consistentes. Pode até reproduzir, em escala, problemas que já existiam nos dados históricos da empresa. Por isso, medir o sucesso da IA na gestão de desempenho exige olhar além da adoção. Este artigo apresenta um modelo de acompanhamento em quatro dimensões: eficiência, qualidade, equidade e governança . A proposta é acompanhar a participação da IA ao longo de todo o ciclo, da definição de metas à sucessão, e olhar sempre para o mesmo ponto: o que aconteceu depois da recomendação .