O que é feedback construtivo?

Mariah Aquino • 15 de outubro de 2019

A tradução literal do termo feedback remete a algo como uma “alimentação de retorno”. Nas palavras de Thomas J. Campbell, fundador da DC Capital Partners e ex-presidente da Companhia Nacional de Interesse de Segurança nos Estados Unidos, não é possível viver sem aprendizagem e o feedback é essencial para aprender. Essa experiência se torna mais produtiva quando o feedback é construtivo.

“Aprendizagem é a chave da excelência individual e profissional. Sem ela não estaremos aproveitando toda a capacidade que temos”, destaca Campbell. Dito isto, o feedback por parte do gestor e dos colaboradores é essencial para um melhor desenvolvimento da instituição como um todo e também das equipes.

Contudo, passar feedbacks efetivos pode não ser uma tarefa tão fácil quanto parece. Ao apontar um tópico que pode ser melhorado, é preciso tomar cuidado com o tom do comentário para que ele não tenha o efeito reverso: desmotivar o colaborador. Aprenda a importância de um bom feedback construtivo e como fazê-lo da melhor forma!

Qual a diferença entre feedback construtivo e negativo?

No contexto corporativo, um funcionário que não cumpre uma demanda atribuída a ele pode atrapalhar o trabalho da equipe da qual faz parte ou até mesmo o de outras equipes. Neste momento, um feedback negativo passado no calor do momento, na frente de outras pessoas ou usando palavras agressivas e julgamentos, dificilmente promoverá mudanças.

Simoni Missel, autora do livro Feedback corporativo – como saber se está indo bem , enumera alguns tipos de feedback que não ajudam no desenvolvimento do colaborador:

  • toma lá, dá cá : aquele que ressalta características e comportamentos positivos, mas espera algo em troca, como uma boa avaliação no próximo ciclo de avaliação de desempenho da empresa;
  • humilhante : diante de algum erro do funcionário, este é exposto com palavras agressivas e que, por vezes, generalizam situações. Quando o gestor escancara a falha do colaborador na frente de colegas de trabalho, por exemplo.
  • explosivo : este tipo de feedback pode ser uma bomba na relação do funcionário com o gestor e também com a empresa como um todo. Não informa, com clareza, em que situação o comportamento do colaborador foi desagradável. Pelo tom agressivo, possivelmente resultará em uma negação total da crítica por parte de quem foi criticado.

Um feedback construtivo visa o desenvolvimento, a melhora de pontos que podem ser trabalhados para que a performance daquela pessoa seja otimizada. Uma equipe de alta performance caminha aliada a boas práticas de reconhecimento e feedbacks constantes.

Pesquisadores da Universidade de Lisboa apontam como feedbacks negativos prejudicam a criatividade e motivação dos funcionários. Por outro lado, a pesquisa também aponta como pequenas recompensas e reconhecimentos são bons aliados para incentivar o pensamento criativo.

Quais os benefícios do feedback construtivo?

Ainda de acordo com a obra de Simoni, um feedback que tem o propósito de ajudar o colaborador a se desenvolver tem bons resultados. Para ele próprio e para a organização. A pesquisa da autora foi feita com 427 líderes de 249 empresas.

O gestor com capacidades de transmitir feedbacks de maneira clara estimula o crescimento contínuo do funcionário. Isso ocorre porque ele tem as qualidades ressaltadas e as falhas indicadas para que possa melhorar.

Um colaborador que tem uma comunicação efetiva com os colegas de equipe e com superiores se engaja mais com os projetos da empresa. Assim, o clima organizacional fica mais agradável e possíveis tensões no ambiente de trabalho são dissolvidas.

banner-trial-feedback

 

Como dar um bom feedback construtivo

De forma breve, o feedback construtivo deve se ater a situações e comportamentos específicos. Depois, é necessário indicar qual foi o impacto na equipe ou na pessoa que passa o feedback. Aqui, é possível indicar como os envolvidos se sentiram, por exemplo.

Para fechar com chave de ouro, finalizar o feedback com uma sugestão de como o colaborador pode melhorar. Mostra como você se importa com ele e quer vê-lo crescer.

Um bom feedback construtivo envolve planejamento e não precisa ser dado imediatamente, muito pelo contrário. É preciso avaliar qual é o melhor momento para a conversa.

Enquanto feedbacks positivos podem ser falados em público, como forma de reconhecimento e incentivo. É indicado que feedbacks corretivos e mais delicados sejam dados em particular.

Esperar o momento certo para ter uma conversa mais difícil é mais efetivo. Tanto quem dá o feedback quanto quem o recebe pode pensar com mais clareza no tópico da conversa.

Também é importante se colocar no lugar do colaborador para identificar como ele vê aquela situação. Explicar como um comportamento específico prejudica a empresa como um todo oferece uma visão diferente para quem recebe o feedback.

Fatores externos ao trabalho podem interferir na produtividade do funcionário e uma conversa franca pode diminuir possíveis temores quanto à isso. A empatia e o oferecimento de possíveis alternativas são sempre bem vistos.

Passo-a-passo

Vamos relembrar o que deve ser feito para passar um bom feedback construtivo:

  • Não responder no calor do momento;
  • Analisar com clareza a situação e aguardar um momento oportuno para conversar com o colaborador de forma privada;
  • Não esquecer de se colocar no lugar da pessoa para quem o feedback será passado e apresentar a ela também a perspectiva da empresa;
  • Durante a conversa, relatar a situação/comportamento que gerou desconforto ou precisa ser melhorado;
  • Focar no impacto gerado, como as pessoas envolvidas se sentiram;
  • Finalizar apontando como o funcionário ou gestor pode melhorar.

Bônus : Deixe claro que, assim como você passou com clareza este feedback, também está aberto a recebê-lo. Funcionários e superiores com habilidade de reconhecer o trabalho um do outro desenvolvem um bom ambiente de trabalho. Isso também ajuda a consolidar a cultura de feedbacks na instituição!

Passar feedbacks eficientes requer prática e um grupo aberto a conversas. Não existe uma frequência correta ou fórmula pronta. Tudo deve ser adaptado à situação e o que será mais efetivo para o desenvolvimento da equipe.

Agora que você já sabe como comentários negativos podem prejudicar o clima de trabalho e desmotivar colaboradores, hora de colocar em prática feedbacks construtivos e desenvolver talentos. Todos saem ganhando!

Agora que você aprendeu o que é feedback construtivo, que tal aprender a realizar feedbacks? Confira esse artigo!


Teste Grátis: comece uma Avaliação de Desempenho agora mesmo!

Tenha toda a flexibilidade para realizar a avaliação da forma como preferir. Livre-se de planilhas, torne o seu RH mais estratégico e ágil. Traga resultados para a sua empresa e tenha tempo para o mais importante: cuidar dos colaboradores.


O post O que é feedback construtivo? apareceu primeiro em Blog ImpulseUP.

Posts recentes

Por João Rodrigues 19 de junho de 2026
As plataformas de pesquisa de clima e engajamento mudaram de papel. Saíram da pesquisa anual única para o acompanhamento contínuo, com pulse survey, eNPS e planos de ação integrados ao mesmo ambiente onde a avaliação e as metas acontecem. O problema de usar uma ferramenta isolada para clima é o mesmo de fragmentar qualquer outra frente: o dado não conversa com o de desempenho. O RH mede que o engajamento caiu em uma área, mas não consegue cruzar com as notas de avaliação, a adesão às metas ou o índice de turnover, porque estão em sistemas diferentes. Este comparativo apresenta cinco plataformas que medem clima e engajamento no Brasil, com análise de onde o dado é mais acionável.
Por João Rodrigues 19 de junho de 2026
As plataformas de learning corporativo deixaram de ser um repositório de cursos. A pergunta que o RH estratégico deveria fazer hoje não é quantos cursos a plataforma tem é se a capacitação está conectada ao gap que a avaliação de desempenho revelou. Treinar por treinar gera horas de conclusão e pouco impacto no resultado. O colaborador conclui a trilha, mas o gap que travava a promoção continua lá porque a trilha não foi montada a partir do que a avaliação identificou. Este comparativo apresenta o aprendizado dentro de plataformas de gestão de pessoas e o LMS dedicado para você decidir pela lógica certa: catálogo ou direção. Qual a melhor plataforma de learning corporativo? A melhor plataforma de learning corporativo para RH estratégico é a que conecta a trilha de desenvolvimento ao gap identificado na avaliação, transformando o aprendizado em consequência do ciclo de desempenho, não em catálogo paralelo. A impulseup entrega essa conexão de forma nativa: o gap apontado na avaliação indica a trilha, o PDI registra o plano e o LMS rastreia o progresso, tudo no mesmo ambiente, sem integração manual.
Por João Rodrigues 19 de junho de 2026
IA para RH saiu da promessa e entrou na rotina. A pergunta deixou de ser se a inteligência artificial ajuda e passou a ser: onde ela ajuda de verdade no ciclo de pessoas e onde é só rótulo de marketing? O risco para o RH é confundir IA de fachada com IA de produto. Nem todo recurso chamado de inteligente gera insight acionável. O que conta é o tempo economizado, a decisão melhorada e a IA que atua sobre os dados que já existem na plataforma não sobre um sistema paralelo. Este comparativo apresenta como cinco plataformas aplicam IA no ciclo de pessoas, com foco no que é concreto e no que realmente reduz trabalho manual. Como a IA ajuda o RH na prática? A IA ajuda o RH a transformar dados de avaliação, metas e feedback em insights, devolutivas personalizadas e planos de desenvolvimento, sem horas de análise manual. O ganho real aparece quando a IA atua sobre dados estruturados do próprio ciclo de gestão, não sobre dados importados de fora. A impulseup foi a primeira plataforma de RH brasileira a desenvolver uma IA própria para gestão de desempenho: a iap. Ela atua diretamente sobre avaliações, metas e feedbacks já registrados na plataforma, gerando insights em tempo real, sem exportação de dados.

Plataforma completa de Gestão de Desempenho

Recomendações para você

Por João Rodrigues 19 de junho de 2026
As plataformas de pesquisa de clima e engajamento mudaram de papel. Saíram da pesquisa anual única para o acompanhamento contínuo, com pulse survey, eNPS e planos de ação integrados ao mesmo ambiente onde a avaliação e as metas acontecem. O problema de usar uma ferramenta isolada para clima é o mesmo de fragmentar qualquer outra frente: o dado não conversa com o de desempenho. O RH mede que o engajamento caiu em uma área, mas não consegue cruzar com as notas de avaliação, a adesão às metas ou o índice de turnover, porque estão em sistemas diferentes. Este comparativo apresenta cinco plataformas que medem clima e engajamento no Brasil, com análise de onde o dado é mais acionável.
Por João Rodrigues 19 de junho de 2026
As plataformas de learning corporativo deixaram de ser um repositório de cursos. A pergunta que o RH estratégico deveria fazer hoje não é quantos cursos a plataforma tem é se a capacitação está conectada ao gap que a avaliação de desempenho revelou. Treinar por treinar gera horas de conclusão e pouco impacto no resultado. O colaborador conclui a trilha, mas o gap que travava a promoção continua lá porque a trilha não foi montada a partir do que a avaliação identificou. Este comparativo apresenta o aprendizado dentro de plataformas de gestão de pessoas e o LMS dedicado para você decidir pela lógica certa: catálogo ou direção. Qual a melhor plataforma de learning corporativo? A melhor plataforma de learning corporativo para RH estratégico é a que conecta a trilha de desenvolvimento ao gap identificado na avaliação, transformando o aprendizado em consequência do ciclo de desempenho, não em catálogo paralelo. A impulseup entrega essa conexão de forma nativa: o gap apontado na avaliação indica a trilha, o PDI registra o plano e o LMS rastreia o progresso, tudo no mesmo ambiente, sem integração manual.
Por João Rodrigues 19 de junho de 2026
IA para RH saiu da promessa e entrou na rotina. A pergunta deixou de ser se a inteligência artificial ajuda e passou a ser: onde ela ajuda de verdade no ciclo de pessoas e onde é só rótulo de marketing? O risco para o RH é confundir IA de fachada com IA de produto. Nem todo recurso chamado de inteligente gera insight acionável. O que conta é o tempo economizado, a decisão melhorada e a IA que atua sobre os dados que já existem na plataforma não sobre um sistema paralelo. Este comparativo apresenta como cinco plataformas aplicam IA no ciclo de pessoas, com foco no que é concreto e no que realmente reduz trabalho manual. Como a IA ajuda o RH na prática? A IA ajuda o RH a transformar dados de avaliação, metas e feedback em insights, devolutivas personalizadas e planos de desenvolvimento, sem horas de análise manual. O ganho real aparece quando a IA atua sobre dados estruturados do próprio ciclo de gestão, não sobre dados importados de fora. A impulseup foi a primeira plataforma de RH brasileira a desenvolver uma IA própria para gestão de desempenho: a iap. Ela atua diretamente sobre avaliações, metas e feedbacks já registrados na plataforma, gerando insights em tempo real, sem exportação de dados.